A controversa morte do “Rei da Pop”

Publicado por Manuela Sousa em 13/07/2009 às 15:07  |  1 Comentário

Desde o dia da noticia da morte do malogrado Michael Jackson que as pessoas fazem tudo menos “RIP”, que tanto dizem querer para o seu ídolo (ou não). Se analisarmos a situação sob o ponto de vista da “filosofia da cebola”, há aqueles que se ficam pela casca e não fazem mais do que julgar as e pelas aparências; esses comentam as plásticas e o aspecto que nos habituamos a ver no negro que um dia se tornou (quase) branco. Os que se dão ao incómodo de tirar a casca mas se ficam pela primeira película, tecem comentários e julgam em praça pública o que nunca foi provado: os casos de pedofilia  de que Michael Jackson foi acusado. Servem-se do facto dele ter feito um acordo com os pais de uma das crianças, sem pensar na quantidade de figuras públicas que são manipuladas e usadas para se subir na vida e que, eventualmente, o que Jackson quis não passou de uma tentativa de eliminar definitivamente uma situação que apenas iria prejudicar e marcar ainda mais uma criança; talvez ele apenas quisesse poupar a criança ao sofrimento que foi imposto a ele próprio e do qual nunca se refez. Finalmente, o resto das pessoas que não julgam pelas aparências, aquelas para quem o exterior não é mais válido que o que nos constitui por dentro e aí continuam a dar valor a quem o merece, independentemente do que se diz. No sábado, acabei por dquirir o CD comemorativo dos 25 anos do “Thriller”. Muitos poderão pensar que sou mais uma das que quer contribuir para a fortuna dos filhos ou para pagar as dívidas que foram deixadas. Nada disso. Apenas me dei ao trabalho de acrescentar ao meu hispólio algo que na minha opinião tem muito valor. Ao vir no carro, coloquei o CD e para meu grande espanto, em 10 músicas, apenas uma não me diz muito e o que mais me admirou é que passado todo este tempo ainda sei grande parte das letras das músicas que compõem esse mesmo álbum. Significa que me marcou mesmo, para além do aspecto físico, das polémicas e tudo o mais. E para os que pensam que contribuí para a fortuna de alguém, não posso deixar de concordar; contribuí, ainda que insignificativamente, para uma qualquer causa humatária que tenha como destino as crianças, porque 20% do lucro daquele CD assim está destinado. E foi precisamente isso que me fez reflectir sobre toda esta onda gerada em torno de uma morte. Considero-me daqueles que descasca a cebola até ao seu interior e consegue ver para além das aparências, das polémicas e valorizar alguém que matou a fome a milhões de pessoas com uma iniciativa como “We are the World”, apadrinhou muitas causas em favor das crianças mais desprotegidas e mesmo para além da morte continuou a ajudar quem precisava porque se deu ao trabalho de deixar no seu testamento que 20% de tudo o que viria a ter seria destinado às crianças… Claro está que quem crítica o aspecto físico ou as polémicas em torno do cantor, não tem tempo nem dispensa os seus preciosos neurónios a “descascar” a cebola; fica-se pela rama, como quem diz, pela casca…

Mais do que pela música, sempre admirei Michael Jackson pela sua capacidade inata de dançar. Não o desvalorizo enquanto músico, mas… Para além de um clip de quase 15 minutos que ainda hoje continua a marcar pela diferença, existia toda uma capacidade de dança que sempre me deixou boquiaberta.

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1 Resposta a “A controversa morte do “Rei da Pop””

  1. Isabel diz:

    ja punhas outra coisa aki pra gente fixe comentar, é k o jackson ja deve tar com problemas na coluna:P
    :):):)

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