Uma tarde diferente…
Na vastidão do mar procuro o meu caminho, traço o meu rumo, encontro-me comigo mesma… É um retemperar de forças, recarregar de baterias que muitas vezes é a chave do sucesso ou fracasso nas nossas lutas diárias. Poderia afirmar, em tom jocoso, que sou quase como um painel solar – a minha fonte de energia é o sol; dispenso comida, dispenso uma infinidade de coisas que se tornam supérfluas, a troco de umas horas ao sol, mesmo como uma nortada de arrastar qualquer um e teimar em deslocar a máquina quando o ângulo de fotografia estava encontrado…
Foi uma tarde indescritível, que aos olhos de muitos poderia ser “secante”, enfadonha, monótona ou vulgar, mas que para mim teve aquele sabor único que só o mar sabe dar com os seus salpicos de salitre e o odor agradável a maresia. Poderia estar aqui a escrever a tarde inteira e prolongar-me noite a dentro porque, por certo, não deixaria transparecer o quanto me foi agradável esta surpresa feita pelo meu mais que tudo. Há coisas que não são traduzíveis por palavras; apenas as vivências e a forma como as sentimos têm a verdadeira expressão

E o corneto?!? Não falaste no corneto!