Publicado por Manuela Sousa em 04/02/2012 às 21:02 | 1 Comentário
Segunda feira, de regresso ao trabalho, fui surpreendida com a nova imagem da nossa Casa. Este Colégio que durante 35 anos me habituei a tratar por Cop e que agora pomposamente se designa Escola Salesiana do Porto, tinha perdido os andaimes e proteções que durante meses lhe taparam a “cara” para proceder à plástica em segurança e exibia orgulhosamente o resultado fantástico da transformação a que havia sido sujeito nos últimos meses. Mas não era só o exterior que se vestia de novo. As obras começaram já em Junho. Começaram por arrancar o chão do corredor de uma ala, o soalho das salas do Primeiro Ciclo, a fachada da sala de professores. Perante o alheamento dos demais, sentia-me uma ave rara ao reagir tão pesarosamente à destruição de tantas recordações que povoavam os meus tempos de menina. Como o Sr. Magalhães tantas vezes comenta, era naqueles corredores que nós, as meninas do Ciclo, arrastavam as suas socas de madeira, muito em voga naquele verão, o que lhe arrancava os berros com que preenchia os vastos corredores do Colégio. Tenho que reconhecer que as salas ficaram mais airosas e bonitas, que a entrada está fantástica e que a fachada também atrai. Mas as portas amarelas das salas levaram com elas as recordações das aventuras dos milhares de miúdos que frequentaram ali o primeiro ciclo, a porta da Capela também escondeu para sempre as missas festivas e as sucessivas missas das 11 abrilhantadas pelo Ritmo Setenta e pelo coro da Comunidade de Vida, assim como os risos e comentários tecidos pelos muitos alunos que participaram nos ensaios e posteriormente na gravação do primeiro disco em vinil do Pe. Rocha, da voz imponente do Leitão e dos solos da Menina Maria. Outros mais terão recordações diferentes dos mesmo espaços, mas provavelmente até nem sentirão tanto a nostalgia da mudança. Se me perguntam se eu preferia manter as velhinhas instalações pejadas de memórias não só dos meus tempos de menina como também dos meus tempos de professora, já num outro período da minha vida, com toda a sinceridade terei que responder que não. A vida evolui e temos que acompanhar essa mesma evolução, não nos fecharmos nas nossas egoístas lembranças e cedermos à nostalgia. Mas também ninguém me peça para ficar indiferente ao desaparecimento de imagens que sempre me acompanharam. Até poderia afirmar que ninguém me pediria tal coisa, mas…
Publicado por Manuela Sousa em 04/02/2012 às 18:02 | 1 Comentário
Há já bastante tempo que tentava encontrar um pouco de tempo para deixar mais uma pegada neste meu cantinho de mundo, que eu gosto de chamar de meu, mas que partilho com outras pessoas. A última tentativa frustrada já foi há um tempo , mas alguns problemas “técnicos” não permitiram a publicação. Hoje, consegui voltar a entrar no blogue e a vontade de escrever voltou sob a forma de enchorrada que não se consegue estancar e nem mesmo a febre consegue deter. Katty, e Bé, as minhas principais seguidoras, já tenho a nova coleção ou pelo menos esta é a minha intenção. Tanta partilha para ser feita que não sei sequer por onde começar. Vou tentar começar por onde penso que devo: pela simplicidade, por ser quem sou, sem máscaras nem “maquilhagens”. Por hoje não me vou alongar muito; gostaria de comentar o estrondoso concerto de Pedro Abrunhosa; gostaria de fazer publicidade à atuação dos meus “meninos” (leia-se Momentum Crew) amanhã no programa “Portugal Aplaude”; gostaria de comentar toda a trajetória na rota do sucesso do Lagaet, sempre ligado e nunca deixando de lado os seus irmãos da Crew… As obras e nova fachada da Escola Salesiana do Porto… Tanta coisa que eu gostaria de ter partilhado em tempo oportuno. Para já, deixo apenas um novo OLÁ ao mundo e uma música que já não ouvia há algum tempo, mas que poderia traduzir o sentimento do meu cantinho caso este os tivesse: Sozinho. Razão tem Caetano Veloso quando diz que “quando a gente ama, é claro que a gente cuida…” e eu tenho que cuidar melhor do meu cantinho
Facebook, Twitter, hi5,… Ninguém pode negar que as redes sociais estão na moda e são muitas as pessoas que aderem e passam horas da sua vida em fente do ecran de computador em salas de chat ou apenas deixando comentários, pensamentos, etc, acerca de tudo ou nada. “Nós”, aqueles que temos ocupações laborais que não nos permitem estar em frente ao computador muito tempo do nosso dia, comentamos que há quem se torne de tal forma dependente destes “posts”, se assim podemos chamar, que só falta dar conhecimento aos seguidores que vão fazer um pequeno interregno para irem satisfazer as suas necessidades fisiológicas… Como em tudo na vida, o bom senso deve reger todas as nossas atitudes e opções, inclusivamente quanto tempo temos para descomprimir ou fazer um intervalo numa determinada actividade e onde o vamos fazer. Ninguém tem o direito de nos criticar, nem que seja por brincadeira, principalmente aqueles que mais uso fazem destes meios de comunicação e que chegam ao exagero de partilhar a música que se está a ouvir em cada momento!
Esta coisa dos Blogues é sem dúvida muito interessante, mas quem tem mais do que um, vê-se muitas vezes dividido entre a escolha a fazer. Como a azáfama em Área de Projecto tem sido muito grande, é mais por lá que vou passando mais tempo.
Desta vez tive o enorme prazer de conviver com três pessoas admiráveis que me deram uma lição de humildade, de modo de estar na vida, de simplicidade, que não fazem “bandeira” dos muitos troféus que coleccionam, das viagens que realizam constantemente, muitas das quais nem saem do aeroporto para mudarem o destino, e dos convites que lhe são endereçados vindos dos quatro cantos do mundo. É com a naturalidade de quem fala de uma garrafa de água que encontrou que se referem aos troféus e às classificações que vão obtendo nas “battles” em que participam. É com a timidez no olhar que o Lagaet ouve dizer que ficou entre os 16 melhores do mundo nos Estados Unidos em Novembro último. É com uma simplicidade chocante que o Max diz que ganhou o prémio para o melhor coreógrafo em concurso na Coreia… É com um sorriso timido e simpático que o Mix assiste à conversa como se ele não fizesse parte da crew!
Deliciem-se com o vídeo de apresentação do Lagaet na RedBull BBOY One
Publicado por Manuela Sousa em 24/11/2009 às 12:11 | 3 Comentários
Estes são apenas breves instantes da presença do Rui Vilhena numa visita a um dos seus locais de origem – o COP. Para quem não conhece, o Rui Vilhena é um dos cinco membros das “Vozes da Rádio”, projecto que o catapultou para as luzes da ribalta e tornou mais visível o seu talento. Aliado a este há muitos outros projectos e, quando vos faltar ideias para um “programa” à noite, que tal ir até ao 17.º andar do Hotel D. Henrique, deixar-se deslumbrar pelas vistas magníficas da Invicta e ouvir boa música numa voz sempre agradável. Obrigada Rui, pela tua disponibilidade.
Publicado por Manuela Sousa em 15/11/2009 às 19:11 | 1 Comentário
Há quem defenda que a melhor filosofia é partir para as coisas sem expectativas. Sabia de antemão que o concerto iria ser memorável uma vez que tinha já consigo o carimbo de “último”. Nunca haveria ponderado a possibilidade de ver um super enérgico Miguel Ângelo que pôs o coliseu ao rubro. De salientar que a média de idades da plateia seria elevada quando comparada com outros concertos. Mesmo assim os trintões e quarentões não deixaram os seus créditos por mãos alheias e não se fizeram rogados quando o apelo era de fazer-se ouvir. Inesquecível sem dúvida. Acabado o concerto, naquele misto de adrenalina e nostalgia, vinha a tentativa do “abraço” prometido, sem expectativas porque da última vez tinha sido realmente difícil. A primeira grande surpresa foi a disponibilidade do Staff (um abraço e obrigada pela forma simpática como nos acolheram) em permitir a entrada na área restrita, pedindo com simpatia e educação para darmos apenas prioridade à família. A seguir, e porque o espaço em cima é realmente muito pequeno, ficou decidido que o Miguel Ângelo viria cá a baixo cumprimentar os fãs e, depois de quase três horas de música, três mudas de roupa e muito suor derramado, lá desceu um Miguel Ângelo que, para além da camisa nova (a quarta, convenhamos), tinha o aspecto de quem estava a começar o dia, sem qualquer sinal de cansaço e muita disponibilidade para autografar, se deixar fotografar e ainda dar um muito mini concerto com uma fã muito especial. Sempre solícito, ele e a sua equipa, permitiram a subida de algumas pessoas que também gostariam de cumprimentar os restantes membros da banda, sendo o mais requisitado o “Capitão Fadigas”. Foi a magia do encontro, a surpresa imensurável de estar e partilhar momentos, que fossem, com esse grande senhor que se dá pelo nome de Capitão Fadigas. Não nego que sempre o achei uma figura emblemática da banda, se não a mais emblemática. Nunca me havia passado pela cabeça é que alguém com tamanho talento se desse ao trabalho de trocar ideias e requisitasse a presença dos fãs com quem estaria toda a noite numa amena troca de palavras e de piadas. Mesmo quando se dizia que nos iamos embora para o deixar descansar, ele respondia: “Espera só um bocadinho. Já conversamos …” como se a conversa não fosse já longa e muita coisa não houvesse já sido dita. Nesta noite inesquecível, o (Rui) Capitão Fadigas ganhou mais uma fã, pela sua simplicidade, pela sua disponibilidade, pela imensurável capacidade de descer ao nível dos comuns mortais afirmando convictamente que mais importante que as pessoas terem assistido ao concerto, era a mensagem que lhe transmitiam, o feed-back que lhe faziam chegar, a partilha de experiências, porque, segundo ele, tinha ainda muito a aprender com os demais… Só mesmo os mais distraídos ou completamente moucos não tinham dado pelos solos excecionais feitos por este excelente músico durante o concerto. Muitos dos artistas da nossa praça, mais novos e com muito menos talento, deveriam colocar os olhos nesta figura e noutras igualmente surpreendentes, que nos fazem acreditar que a simplicidade é sem dúvida uma característica extremamente valiosa no ser humano. Quantos, só porque têm um pouco de protagonismo ou porque vivem um momento mais alto das suas carreiras já desprezam aqueles que lhes dão o ser e acham-se demasiado superiores para perderam um pouco do seu precioso tempo com alguns fãs, só porque estão “muito cansados”. Onde se terá enfiado o cansaço daqueles cinco homens que tiveram que ser “empurrados” para fora do Coliseu porque o queriam fechar? Teria sido empurrado pelo vendaval que já se começava a anunciar ou terá ficado dissolvido na chuva que já caía copiosamente cá fora?
Poderia começar por dizer que este concerto bem podia ter o título de um livro de Rafael Garcia Marquez: Crítica de uma morte anunciada! Todos sabíamos que mais cedo ou mais trarde os Delfins se separariam e deixariam ficar os muitos êxitos e a boa música com que nos habitauaram desde o início da carreira. Quando ouvi que se despediriam oicialmente com um concerto em Lisboa, pensei o habitual nos nortenhos: sempre Lisboa e o resto são cantigas, mesmo sendo o Miguel Ângelo fã das francesinhas do Porto. Pouco depois, ouço a RFM a anunciar que dia 14 de Novembro seria a vez do Porto. Esteria total. Há que ficar muito atenta para saber quando se inicia a venda dos bilhetes. Mas tudo se envolveu no mais absoluto e negro silêncio… Quando, finalmente, a data se aproximava (faltavariam 4 semanas, mais ou menos) e urgia ter a certeza de um concerto que já havia estado em dúvida, há que ir ao ticket on line e… ESGOTADO! Não vou tentar sequer descreer a desilusão, tristeza e tudo o mais que de mim se apoderou porque não há palavras que o descrevam. Quem me conhece bem sabe que nao sou de cruzar os braços. Mesmo com pessoas próximas a dizerem que de nada valeria, enviei um mail a quem de direito a sugerir que dessem outro concerto, porque tal com eu, muitas outras pessoas ficaram desiludidas e sem bilhete para assisteirem a esta suposta despedida.
Tenho o (péssimo?) hábito de não ver diariamente a minha caixa de correio. por isso dia 27 de Outubro ao verificar a caixa de correio tinha a resposta ao meu mail. Não queria acreditar que me tinham respondido e que já haviam passado dias sobre essa mesma resposta que trazia uma sugestão que poderia ser a solução para a minha desilusão. Corrida até ao ticket on line, verificar os lugares disposníveis, embora continuasse um gordo e assustador ESGOTADO, e lá estavam os 2 últimos preciosos bilhetes à minha espera… Não queria acreditar. O s 2 últimos Fiquem atentos se queiserem porque depois de certo irei contar quais os 25 êxitos cantados e o enorme abraço com que o público do Porto por certo irá brindar os Delfins! Inté
Publicado por Manuela Sousa em 27/10/2009 às 19:10 | 2 Comentários
Várias foram já as mensagens a solicitar mais “post’s” mas esta coisa da escrita não é de pedidos mas sim de sentimentos, vontades e disposição para colocar em palavras. Por vezes, basta um encontro furtuito, o reencontro de alguém que por qualquer motivo nos marca e lá vem o desejo de “despejar” o que nos vai na alma e nos faz brotar o sorriso. O dia de hoje não foi particularmente feliz. Nunca o é quando se vê alguém partir, mesmo que essa relação seja só de vizinhança, ainda que remonte aos tempos de berço. Mas foi precisamente o facto de me ir despedir de um vizinho, amigo, mais que muitos outros que nos unem por laços familiares, que me fez encontrar alguém muito especial e por que eu nutro grande carinho: omeu “Cristiano Ronaldo”. Assim foi por mim apelidado pela sua irreverência na sala de aula. Muito também pela fisionomia, com aquele sorriso travesso e cara de “puto” que está sempre pronto a aprontar. É assim que eu vejo o craque do futebol e é assim que eu vejo o João. Já lá vão uns anos, ele agora frequenta a Faculdade (coisa de gente grande!), mas o puto que conheci há uns anos atrás está lá, por detrás daquele sorriso travesso, do brilho do olhar e da forma como nos encara e nos fala. Gostei. Da mesma forma que gosto de encontrar muitos dos antigos alunos que de uma forma ou de outra me marcaram. Há sempre os VIP’s como em tudo na vida e o João é um VIP Vá lá Cátia, não fiques com ciúmes. A minha princesa sabe que também ela é muito VIP e além do mais somos “Cúmplices”. OUtras pessoas há que sabem do cantinho especial que têm no meu peito, do lado esquerdo e onde permanecem guardados a sete chaves. Alegro-me com as vossas alegrias,choro as vossas lágrimas e celebro convosco as vossas vitórias… pois entre amigos é assim
Publicado por Manuela Sousa em 13/07/2009 às 15:07 | 1 Comentário
Desde o dia da noticia da morte do malogrado Michael Jackson que as pessoas fazem tudo menos “RIP”, que tanto dizem querer para o seu ídolo (ou não). Se analisarmos a situação sob o ponto de vista da “filosofia da cebola”, há aqueles que se ficam pela casca e não fazem mais do que julgar as e pelas aparências; esses comentam as plásticas e o aspecto que nos habituamos a ver no negro que um dia se tornou (quase) branco. Os que se dão ao incómodo de tirar a casca mas se ficam pela primeira película, tecem comentários e julgam em praça pública o que nunca foi provado: os casos de pedofilia de que Michael Jackson foi acusado. Servem-se do facto dele ter feito um acordo com os pais de uma das crianças, sem pensar na quantidade de figuras públicas que são manipuladas e usadas para se subir na vida e que, eventualmente, o que Jackson quis não passou de uma tentativa de eliminar definitivamente uma situação que apenas iria prejudicar e marcar ainda mais uma criança; talvez ele apenas quisesse poupar a criança ao sofrimento que foi imposto a ele próprio e do qual nunca se refez. Finalmente, o resto das pessoas que não julgam pelas aparências, aquelas para quem o exterior não é mais válido que o que nos constitui por dentro e aí continuam a dar valor a quem o merece, independentemente do que se diz. No sábado, acabei por dquirir o CD comemorativo dos 25 anos do “Thriller”. Muitos poderão pensar que sou mais uma das que quer contribuir para a fortuna dos filhos ou para pagar as dívidas que foram deixadas. Nada disso. Apenas me dei ao trabalho de acrescentar ao meu hispólio algo que na minha opinião tem muito valor. Ao vir no carro, coloquei o CD e para meu grande espanto, em 10 músicas, apenas uma não me diz muito e o que mais me admirou é que passado todo este tempo ainda sei grande parte das letras das músicas que compõem esse mesmo álbum. Significa que me marcou mesmo, para além do aspecto físico, das polémicas e tudo o mais. E para os que pensam que contribuí para a fortuna de alguém, não posso deixar de concordar; contribuí, ainda que insignificativamente, para uma qualquer causa humatária que tenha como destino as crianças, porque 20% do lucro daquele CD assim está destinado. E foi precisamente isso que me fez reflectir sobre toda esta onda gerada em torno de uma morte. Considero-me daqueles que descasca a cebola até ao seu interior e consegue ver para além das aparências, das polémicas e valorizar alguém que matou a fome a milhões de pessoas com uma iniciativa como “We are the World”, apadrinhou muitas causas em favor das crianças mais desprotegidas e mesmo para além da morte continuou a ajudar quem precisava porque se deu ao trabalho de deixar no seu testamento que 20% de tudo o que viria a ter seria destinado às crianças… Claro está que quem crítica o aspecto físico ou as polémicas em torno do cantor, não tem tempo nem dispensa os seus preciosos neurónios a “descascar” a cebola; fica-se pela rama, como quem diz, pela casca…
Mais do que pela música, sempre admirei Michael Jackson pela sua capacidade inata de dançar. Não o desvalorizo enquanto músico, mas… Para além de um clip de quase 15 minutos que ainda hoje continua a marcar pela diferença, existia toda uma capacidade de dança que sempre me deixou boquiaberta.