Mais um antigo aluno, mais um momento único

Publicado por Manuela Sousa em 13/12/2009 às 21:12  |  Deixe um Comentário

Esta coisa dos Blogues é sem dúvida muito interessante, mas quem tem mais do que um, vê-se muitas vezes dividido entre a escolha a fazer. Como a azáfama em Área de Projecto tem sido muito grande, é mais por lá que vou passando mais tempo.

 Desta vez tive o enorme prazer de conviver com três pessoas admiráveis que me deram uma lição de humildade, de modo de estar na vida, de simplicidade, que não fazem “bandeira” dos muitos troféus que coleccionam, das viagens que realizam constantemente, muitas das quais nem saem do aeroporto para mudarem o destino, e dos convites que lhe são endereçados vindos dos quatro cantos do mundo. É com a naturalidade de quem fala de uma garrafa de água que encontrou que se referem aos troféus e às classificações que vão obtendo nas “battles” em que participam. É com a timidez no olhar que o Lagaet ouve dizer que ficou entre os 16 melhores do mundo nos Estados Unidos em Novembro último. É com uma simplicidade chocante que o Max diz que ganhou o prémio para o melhor coreógrafo em concurso na Coreia… É com um sorriso timido e simpático que o Mix assiste à conversa como se ele não fizesse parte da crew! :P

Deliciem-se com o vídeo de apresentação do Lagaet na RedBull BBOY One :roll:

Quando eu fôr grande quero saber dançar assim… :wink:

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Rui Vilhena – Unplugged

Publicado por Manuela Sousa em 24/11/2009 às 12:11  |  2 Comentários

Estes são apenas breves instantes da presença do Rui Vilhena numa visita a um dos seus locais de origem – o COP. Para quem não conhece, o Rui Vilhena é um dos cinco membros das “Vozes da Rádio”, projecto que o catapultou para as luzes da ribalta e tornou mais visível o seu talento. Aliado a este há muitos outros projectos e, quando vos faltar ideias para  um “programa” à noite, que tal ir até ao 17.º andar do Hotel D. Henrique, deixar-se deslumbrar pelas vistas magníficas da Invicta e ouvir boa música numa voz sempre agradável. Obrigada Rui, pela tua disponibilidade. :lol:

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25 anos, 25 êxitos e 1 abraço – o rescaldo

Publicado por Manuela Sousa em 15/11/2009 às 19:11  |  1 Comentário

Há quem defenda que a melhor filosofia é partir para as coisas sem expectativas. Sabia de antemão que o concerto iria ser memorável uma vez que tinha já consigo o carimbo de “último”. Nunca haveria ponderado  a possibilidade de ver um super enérgico Miguel Ângelo que pôs o coliseu ao rubro. De salientar que a média de idades da plateia seria elevada quando comparada com outros concertos. Mesmo assim os trintões e quarentões não deixaram os seus créditos por mãos alheias e não se fizeram rogados quando o apelo era de fazer-se ouvir. Inesquecível sem dúvida. Acabado o concerto, naquele misto de adrenalina e nostalgia, vinha a tentativa do “abraço” prometido, sem expectativas porque da última vez tinha sido realmente difícil. A primeira grande surpresa foi a disponibilidade do Staff (um abraço e obrigada pela forma simpática como nos acolheram) em permitir a entrada na área restrita, pedindo com simpatia e educação para darmos apenas prioridade à família. A seguir, e porque o espaço em cima é realmente muito pequeno, ficou decidido que o Miguel Ângelo viria cá a baixo cumprimentar os fãs e, depois de quase três horas de música, três mudas de roupa e muito suor derramado, lá desceu um Miguel Ângelo que, para além da camisa nova (a quarta, convenhamos), tinha o aspecto de quem estava a começar o dia, sem qualquer sinal de cansaço e muita disponibilidade para autografar, se deixar fotografar e ainda dar um muito mini concerto com uma fã muito especial. Sempre solícito, ele e a sua equipa, permitiram a subida de algumas pessoas que também gostariam de cumprimentar os restantes membros da banda, sendo o mais requisitado o “Capitão Fadigas”. Foi a magia do encontro, a surpresa imensurável de estar e partilhar momentos, que fossem, com esse grande senhor que se dá pelo nome de Capitão Fadigas. Não nego que sempre o achei uma figura emblemática da banda, se não a mais emblemática. Nunca me havia passadopela cabeça é que alguém com tamanho talento se desse ao trabalho de trocar ideias e requisitasse a presença dos fãs com quem estaria toda a noite numa amena troca de palavras e de piadas. Mesmo quando se dizia que nos iamos embora para o deixar descansar, ele respondia: “Espera só um bocadinho. Já conversamos …” como se a conversa não fosse já longa e muita coisa não  houvesse já sido dita. Nesta noite inesquecível, o (Rui) Capitão Fadigas ganhou mais uma fã, pela suas simplicidade, pela sua disponibilidade, pela enimensurável capacidade de descer ao nível dos comuns mortais afirmamdo convictamente que mais importante que as pessoas terem assistido ao concerto, era a mensagem que lhe transmitiam, o feed-back que lhe faziam chegar, a partilha de experiências, porque, segundo ele, tinha ainda muito a aprender com os demais… Só mesmo os mais distraídos ou completamente moucos não tinham dado pelos solos excepcionais feitos por este excelente músico durante o concerto. Muitos dos artistas da nossa praça, amis novos e com muito menos talento, deveriam colocar os olhos nesta figura e noutras igualmente surpreendentes, que nos fazem acreditar que a simplicidade é sem dúvida uma característica extremamente valiosa no ser humano. Quantos, só porque têm um pouco de protagonismo ou porque vivem um momento mais alto das suas carreiras já desprezam aqueles que lhes dão o ser e acham-se demasiado superiores para perderam um pouco do seu precioso tempo com alguns fãs, só porque estão “muito cansados”. Onde se terá enfiado o cansaço daqueles cinco homens que tiveram que ser “empurrados” para fora do Coliseu porque o queriam fechar? Teria sido empurrado pelo vendaval que já se começava a anunciar ou terá ficado dissolvido na chuva que já caía copiosamente cá fora?

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25 anos, 25 êxitos e 1 abraço

Publicado por Manuela Sousa em 14/11/2009 às 12:11  |  Deixe um Comentário

Poderia começar por dizer que este concerto bem podia ter o título de um livro de Rafael Garcia Marquez: Crítica de uma morte anunciada! Todos sabíamos que mais cedo ou mais trarde os Delfins se separariam e deixariam ficar os muitos êxitos e a boa música com que nos habitauaram desde o início da carreira. Quando ouvi que se despediriam oicialmente com um concerto em Lisboa, pensei o habitual nos nortenhos: sempre Lisboa e o resto são cantigas, mesmo sendo o Miguel Ângelo fã das francesinhas do Porto. Pouco depois, ouço a RFM a anunciar que dia 14 de Novembro seria a vez do Porto. Esteria total. Há que ficar muito atenta para saber quando se inicia a venda dos bilhetes. Mas tudo se envolveu no mais absoluto e negro silêncio… Quando, finalmente, a data se aproximava  (faltavariam 4 semanas, mais ou menos) e urgia ter a certeza de um concerto que já havia estado em dúvida, há que ir ao ticket on line e… ESGOTADO! Não vou tentar sequer descreer a desilusão, tristeza e tudo o mais que de mim se apoderou porque não há palavras que o descrevam. Quem me conhece bem sabe que nao sou de cruzar os braços. Mesmo com pessoas próximas a dizerem que de nada valeria, enviei um mail a quem de direito a sugerir que dessem outro concerto, porque tal com eu, muitas outras pessoas ficaram desiludidas e sem bilhete para assisteirem a esta suposta despedida. 

Tenho o (péssimo?) hábito de não ver diariamente a minha caixa de correio. por isso dia 27 de Outubro ao verificar a caixa de correio tinha a resposta ao meu mail. Não queria acreditar que me tinham respondido e que já haviam passado dias sobre  essa mesma resposta que trazia uma sugestão que poderia ser a solução para a minha desilusão. Corrida até ao ticket on line, verificar os lugares disposníveis, embora continuasse um gordo e assustador ESGOTADO, e lá estavam os 2 últimos  preciosos bilhetes à minha espera… Não queria acreditar. O s 2 últimos :D Fiquem atentos se queiserem porque depois de certo irei contar quais os 25 êxitos cantados e o enorme abraço com que o público do Porto por certo irá brindar os Delfins! Inté :D

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Quanto tempo…

Publicado por Manuela Sousa em 27/10/2009 às 19:10  |  2 Comentários

Várias foram já as mensagens a solicitar mais “post’s” mas esta coisa da escrita não é de pedidos mas sim de sentimentos, vontades e disposição para colocar em palavras. Por vezes, basta um encontro furtuito, o reencontro de alguém que por qualquer motivo nos marca e lá vem o desejo de “despejar” o que nos vai na alma e nos faz brotar o sorriso.   O dia de hoje não foi particularmente feliz. Nunca o é quando se vê alguém partir, mesmo que essa relação seja só de vizinhança, ainda que remonte aos tempos de berço. Mas foi precisamente o facto de me ir despedir de um vizinho, amigo, mais que muitos outros que nos unem por laços familiares, que me fez encontrar alguém muito especial e por que eu nutro grande carinho: omeu “Cristiano Ronaldo”. Assim foi por mim apelidado pela sua irreverência na sala de aula. Muito também pela fisionomia, com aquele sorriso travesso e cara de “puto” que está sempre pronto a aprontar. É assim que eu vejo o craque do futebol e é assim que eu vejo o João. Já lá vão uns anos, ele agora frequenta a Faculdade (coisa de gente grande!), mas o puto que conheci há uns anos atrás está lá, por detrás daquele sorriso travesso, do brilho do olhar e da forma como nos encara e nos fala. Gostei. Da mesma forma que gosto de encontrar muitos dos antigos alunos que de uma forma ou de outra me marcaram. Há sempre os VIP’s como em tudo na vida e o João é um VIP :lol: Vá lá Cátia, não fiques com ciúmes. A minha princesa sabe que também ela é muito VIP e além do mais somos “Cúmplices”. OUtras pessoas há que sabem do cantinho especial que têm no meu peito, do lado esquerdo e onde permanecem guardados a sete chaves. Alegro-me com as vossas alegrias,choro as vossas lágrimas e celebro convosco as vossas vitórias… pois entre amigos é assim :P

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A controversa morte do “Rei da Pop”

Publicado por Manuela Sousa em 13/07/2009 às 15:07  |  1 Comentário

Desde o dia da noticia da morte do malogrado Michael Jackson que as pessoas fazem tudo menos “RIP”, que tanto dizem querer para o seu ídolo (ou não). Se analisarmos a situação sob o ponto de vista da “filosofia da cebola”, há aqueles que se ficam pela casca e não fazem mais do que julgar as e pelas aparências; esses comentam as plásticas e o aspecto que nos habituamos a ver no negro que um dia se tornou (quase) branco. Os que se dão ao incómodo de tirar a casca mas se ficam pela primeira película, tecem comentários e julgam em praça pública o que nunca foi provado: os casos de pedofilia  de que Michael Jackson foi acusado. Servem-se do facto dele ter feito um acordo com os pais de uma das crianças, sem pensar na quantidade de figuras públicas que são manipuladas e usadas para se subir na vida e que, eventualmente, o que Jackson quis não passou de uma tentativa de eliminar definitivamente uma situação que apenas iria prejudicar e marcar ainda mais uma criança; talvez ele apenas quisesse poupar a criança ao sofrimento que foi imposto a ele próprio e do qual nunca se refez. Finalmente, o resto das pessoas que não julgam pelas aparências, aquelas para quem o exterior não é mais válido que o que nos constitui por dentro e aí continuam a dar valor a quem o merece, independentemente do que se diz. No sábado, acabei por dquirir o CD comemorativo dos 25 anos do “Thriller”. Muitos poderão pensar que sou mais uma das que quer contribuir para a fortuna dos filhos ou para pagar as dívidas que foram deixadas. Nada disso. Apenas me dei ao trabalho de acrescentar ao meu hispólio algo que na minha opinião tem muito valor. Ao vir no carro, coloquei o CD e para meu grande espanto, em 10 músicas, apenas uma não me diz muito e o que mais me admirou é que passado todo este tempo ainda sei grande parte das letras das músicas que compõem esse mesmo álbum. Significa que me marcou mesmo, para além do aspecto físico, das polémicas e tudo o mais. E para os que pensam que contribuí para a fortuna de alguém, não posso deixar de concordar; contribuí, ainda que insignificativamente, para uma qualquer causa humatária que tenha como destino as crianças, porque 20% do lucro daquele CD assim está destinado. E foi precisamente isso que me fez reflectir sobre toda esta onda gerada em torno de uma morte. Considero-me daqueles que descasca a cebola até ao seu interior e consegue ver para além das aparências, das polémicas e valorizar alguém que matou a fome a milhões de pessoas com uma iniciativa como “We are the World”, apadrinhou muitas causas em favor das crianças mais desprotegidas e mesmo para além da morte continuou a ajudar quem precisava porque se deu ao trabalho de deixar no seu testamento que 20% de tudo o que viria a ter seria destinado às crianças… Claro está que quem crítica o aspecto físico ou as polémicas em torno do cantor, não tem tempo nem dispensa os seus preciosos neurónios a “descascar” a cebola; fica-se pela rama, como quem diz, pela casca…

Mais do que pela música, sempre admirei Michael Jackson pela sua capacidade inata de dançar. Não o desvalorizo enquanto músico, mas… Para além de um clip de quase 15 minutos que ainda hoje continua a marcar pela diferença, existia toda uma capacidade de dança que sempre me deixou boquiaberta.

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p.s. – I love you

Publicado por Manuela Sousa em 09/07/2009 às 16:07  |  2 Comentários

p.s. - I love youO filme, uma delicia apesar de toda a carga emocional que possui, mas que é um regalo para quem gosta da Irlanda e das suas paisagens magníficas; o livro, um redescobrir de toda a história, uma nova e diferente forma de contar uma trama, que nos prende e nos torna dependentes. Na minha opinião, uma óptima escolha para quem gosta de ler e arejar a cabeça sobrecarregada de trabalho, um bom livro para as férias.

Há quem defenda que os livros são melhores que as adaptações ao grande ecran; claro que há quem defenda o contrário. As experiências que tive até ao momento são muito limitadas, mas acabo por concluir que cada um no seu género não são passíveis de comparação. Aconteceu assim com o filme “As palavras que nunca te direi” e que só posteriormente li o livro; aconteceu agora com esta obra de Cecelia Ahern . No caso de duas outras obras de Nicholas Sparks que foram adaptadas ao cinema, “O diário da nossa paixão” e “O sorriso das estrelas”, aconteceu o contrário: primeiro li o livro e só depois vi o filme. Em qualquer dos casos, nenhum me desiludiu, ou porque já tivesse visto o filme há algum tempo e só depois li o livro, ou porque lesse o livro passado algum tempo de ter visto o filme. Seja qual for a situação, talvez a nossa postura perante os livros e os filmes dite qual preferimos ou não tenhamos preferências. Se estamos à espera de ver a reprodução integral do livro, então vamos ter preferências. No meu caso, disfruto de cada um deles no momento e por isso descubro as diferenças e semelhanças com prazer. Neste último caso, até está a acontecer uma coisa interessante. Já vi o filme mais do que uma vez e só agora comecei a ler o livro. Neste momento, estou com uma enorme vontade de voltar a ver o filme, tais são as diferenças que encontro. Está a dar-me enorme prazer ler o livro e aconselho-o a quem se predispuser a ler este tipo de literatura.

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O seu a seu dono!

Publicado por Manuela Sousa em 09/07/2009 às 15:07  |  Deixe um Comentário

Há mais de um mês que tentava colocar um post e não conseguia. Não por falta de ideias. Simplesmente “esbarrava” no último post que havia colocado e ficava tempos infindos a ler e reler para depois fechar o computador sem ter acrescentado uma linha, porque o nó que me apertava a garganta era demasiado forte e impeditivo de escrever o que quer que fosse, tirava-me as forças e a capacidade de escrever. No fim-de-semana passado, a Caty viu o blogue, enviou uma mensagem e deixou um comentário. Foi o suficiente para eu ganhar novo ânimo, ultrapassar as barreiras que me impediam de acrescentar o que quer que fosse e voltar a “despejar” aqui tudo o que me vai na alma. Profundo, diz ela :-) . Não, princesa, apenas deixar extravasar o que vai cá dentro. É começar a teclar e quando se dá por ela já está um testamento enorme. São palavras vindas de dentro, não rebuscadas só para ficar bonito, ou para agradar a quem quer que seja. Até porque não creio que tenha muitos seguidores ou mesmo visitantes. Não que me importe; nada disso. O objectivo é mesmo traduzir em palavras ideias, sentimentos, vivências… Se alguém entretanto “tropeçar” e gostar… melhor ainda. Se não gostar, nada a fazer.

Obrigada pela força e pela coragem Caty e “fogo, a storzinha voltou a falar em mim ” :D ! Bjoooooo, linda

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Uma tarde diferente…

Publicado por Manuela Sousa em 09/07/2009 às 15:07  |  1 Comentário

IMG_6510Na vastidão do mar procuro o meu caminho, traço o meu rumo, encontro-me comigo mesma… É um retemperar de forças, recarregar de baterias que muitas vezes é a chave do sucesso ou fracasso nas nossas lutas diárias. Poderia afirmar, em tom jocoso, que sou quase como um painel solar – a minha fonte de energia é o sol; dispenso comida, dispenso uma infinidade de coisas que se tornam supérfluas, a troco de umas horas ao sol, mesmo como uma nortada de arrastar qualquer um e teimar em deslocar a máquina quando o ângulo de fotografia estava encontrado… :lol: Foi uma tarde indescritível, que aos olhos de muitos poderia ser “secante”, enfadonha, monótona ou vulgar, mas que para mim teve aquele sabor único que só o mar sabe dar com os seus salpicos de salitre e o odor agradável a maresia. Poderia estar aqui a escrever a tarde inteira e prolongar-me noite a dentro porque, por certo, não deixaria transparecer o quanto me foi agradável esta surpresa feita pelo meu mais que tudo. Há coisas que não são traduzíveis por palavras; apenas as vivências e a forma como as sentimos têm a verdadeira expressão

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A ti, Leonor

Publicado por Manuela Sousa em 07/06/2009 às 16:06  |  Deixe um Comentário

leonor-machadoPartiste da mesma forma como estavas na vida: de um forma discreta, quando menos esperávamos, sem que nos déssemos conta porque alimentávamos a esperança, de forma secreta, nos nossos corações. Desculpa não te fazer a vontade e continuar a vida como se não tivesses partido. Pedes-nos o impossível. Deixaste-nos um vazio terrível e um lugar impossível de preencher. As mensagens que fomos trocando nestes últimos tempos foram como criando a certeza de que ias vencer a luta a que te propuseste. Sempre animadora, sempre optimista, sempre discreta, com a palavra certa, no momento certo. És para mim exemplo de discrição. Alguém que sabe estar de uma forma inata. Angariaste aos poucos a minha admiração e era tua fã em muitos pequenos aspectos, mas que são eles mesmos que nos distinguem e tornam únicos.
Ontem tentei fazer-te a vontade e guardei as lágrimas no bolso, nos lábios pintei um sorriso, vesti os olhos de brilho, fiz tudo o que me era permitido dentro do sentimento de vazio e abandono com que cobria a alma e que teimava a vir ao de cima em muitos momentos daquela que seria uma tarde de festa. Desculpa se não consegui ser o que querias que tivesse sido. Desculpa o meu egoísmo em querer ter-te aqui, quando sei que abandonaste a luta quando o cansaço foi demasiado longe e tu quiseste descansar. Desculpa querer ter estado uma vez mais contigo hoje e não ter respeitado a tua vontade de, tal como sempre foste, ter uma morte discreta. Mas devias saber que isso era impossível. Deixaste marcas demasiado profundas na tua passagem pelas nossas vidas e exemplo disso foram os muitos alunos e antigos alunos que compareceram hoje num sentido último “até sempre”. Viste as lágrimas deles? Sei que ficarias contente ao saberes-te tão querida por eles :wink:

Já vem sendo lugar comum as pessoas despedirem-se dos seus amigos nos seus blogues pessoais. Foi assim com o Vasco, com o Gamito, com a Leonor… Até agora não percebia muito bem o porquê destes post’s. Hoje sei que é uma forma de dar vida àquilo que nos vai na alma e partilhar com as pessoas mais próximas o sentimento de perda que nos desvasta.

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